Avaliação & Educação à Distância 16 Jul 2007 07:01 pm
Presença docente, na Educação à Distância
“Theory and Practice of Online Learning” é uma interessante obra, construída pelos docentes da Athabasca University, conhecida como a universidade aberta canadiana. A obra, inteiramente disponível on-line mediante uma licença Creative Commons, é organizada por Terry Anderson, autor de várias publicações na área da Educação à Distância, das quais pelo menos três em conjunto com o conhecido Randy Garrison, e por Fathi Elloumi. Terry Anderson assina igualmente o décimo primeiro capítulo da obra, “Teaching in an Online Learning Context”, onde discute a criação de uma comunidade educativa on-line como um processo que envolve três componentes críticas: presença cognitiva; presença social e presença docente. O capítulo incide especialmente sobre esta última, “fornecendo sugestões e linhas de orientação para a maximização da efectivação da função docente na aprendizagem on-line” (Anderson, T & Elloumi, F, 2004: xxii).
Para Anderson, a presença docente é fundamental para o sucesso da educação à distância. Anderson caracteriza as possibilidades de manifestação desta presença de múltiplas maneiras, fornecendo sugestões valiosas que vale a pena ler mas que ultrapassam os objectivos desta curta informação. Interessa-nos referir aqui, todavia, a especial ênfase que o autor concede à questão da avaliação on-line, reconhecendo que a avaliação é normalmente uma das maiores preocupações do estudante. Por isso, considera Anderson, a presença docente, também na avaliação, deve ser construída cuidadosamente, reflectindo a flexibilidade, a preocupação e a empatia que devem caracterizar qualquer professor. Se as avaliações mecânicas, como as possibilitadas por testes on-line de escolha múltipla ou simulações, são em geral eficazes, prossegue Anderson, a comunicação directa e o retorno ( feedback) frequentes são imprescindíveis e fazem parte integrante da função facilitadora do professor on-line. Assim, o requerer ao estudante a participação em discussões sobre os assuntos cursados, através de comentários e debates frequentes, em que o professor também participa com assiduidade, é uma estratégia comum, cujo sucesso está no entanto dependente de uma correlação justa e real entre essa participação requerida e a avaliação final. A ausência desta discussão participada, ou a sua insuficiente implementação, implica que o sentido de comunidade não seja gerado, falhando-se assim a criação de um contexto social de aprendizagem, uma das condições basilares para o desenho de uma aprendizagem baseada no modelo construtivista. (Anderson, 2004: 281 a 282).
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